Projetos científicos raramente falham só por limitação técnica. A maior parte das falhas ocorre em dimensões que os processos acadêmicos tradicionais não auditam. É exatamente isso que cada peça do Scientific Chess Method investiga, com perguntas que forçam o pesquisador a testar premissas, não a confirmá-las.
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Rei · O Problema
O problema precede e justifica a solução, não o contrário. Avalia se ele existe de forma independente e se o impacto é real e mensurável.
“O problema existe independente da solução proposta, ou foi construído para justificá-la depois?”
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Rainha · Lógica do Negócio
Avalia se o funcionamento da solução representa um ganho relevante o bastante para justificar adoção, não se a tecnologia funciona.
“O ganho é mensurável frente ao que já existe, ou é só "funciona melhor", sem comparação?”
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Torre · Hipóteses
Uma hipótese não testada é uma suposição. Identifica a premissa mais crítica do projeto e como testá-la fora do ambiente controlado.
“Qual premissa, se falsa, encerra o projeto amanhã, e ela já foi testada fora do laboratório?”
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Bispo · Mercado
A dimensão com maior taxa de resposta insuficiente em projetos acadêmicos. Avalia quem paga, por que pagaria e o que abandonaria.
“Quem usa e quem paga são a mesma pessoa? O comprador já foi identificado, ou é presumido?”
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Cavalo · Riscos
Avalia riscos fora do laboratório que podem inviabilizar o projeto mesmo que a tecnologia funcione perfeitamente.
“Existe risco regulatório, de propriedade intelectual ou de contexto que trava o projeto, independente da ciência?”
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Peão · Equipe
Projetos de ciência aplicada exigem ao menos duas competências distintas: técnica e comercial. Elas raramente existem na mesma pessoa.
“A equipe tem quem resolve o problema científico e quem resolve o problema comercial, ou é a mesma pessoa tentando fazer os dois?”